Uma pedalada até Trajano de Morais (que foi só até Friburgo :P)

Estava tudo planejadinho: primeira parada em Magé, de lá até Cachoeiras de Macacu, depois até Friburgo, para depois seguir direto até Trajano, ou, dependendo das condições e do nosso fôlego fazendo uma parada antes em Bom Jardim. A serra de Friburgo me preocupava, (inocentemente) me preocupava mais com o acostamento e com penhascos do que com a subida em si. O fluxo de carros era muito baixo (pelo menos no dia 26 de dezembro de 2014) e a falta de acostamento em parte dela nem fazia tanta diferença, além de não ter nenhum trecho “beiradinha de penhasco”, mal sabia eu que o grande problema iria ser a subida mesmo, o esforço. Mas voltemos por enquanto ao início da viagem. Pedalamos 30km em torno de 2h, algo entre 17h e 19h da noite do dia 24.

Buraqueira 493

Buraqueira 493

Foi um pedaço bem tranquilo, a maior parte dele é feito na 116 (Rio-Teresópolis), que é uma rodovia que além de ter um acostamento generoso, o asfalto é ótimo. O problema é o trecho da 493 (Magé-Manilha) que temos que pegar até chegar no centro de Magé, como já falado em outras postagens, é um trecho muito ruim, acostamento esburacado e/ou com muita areia. Em alguns trechos não tem como fugir, tem que pedalar na pista. Eu particularmente me sinto bem desconfortável pela quantidade de caminhões que transitam na via. Alguns respeitam o 1,5m de distância, mas nem todos. No outro dia, foi só felicidade.

RJ 122 :)

RJ 122 🙂

Seguimos por dentro de Magé mesmo, passando por Parada Modelo até chegar na RJ-122. Trajeto tranquilo, pouquíssimos carros, bastante sombra. Tirando a quantidade imensa de haras que existe nessa região, a paisagem é bem agradável. Vários ciclistas no caminho. Lá pelas tantas nos deparamos com um lagarto de mais ou menos um metro atravessando a rodovia meio assustado quando viu a gente. Chegamos, meio incrédulos com ter sido tudo de boa, antes de meio dia em Cachoeiras de Macacu. O único ruim foi que como chegamos bem antes do esperado foi meio entediante ficar o dia todo em pleno Natal (onde nada abre) em um lugar que não conhecíamos e nem dava para “desbravar” a cidade porque queríamos nos poupar para a serra no dia seguinte. E no dia seguinte… Normalmente toda subida é compensada por uma descida depois, mas em serra isso nao acontece nunca. Você não pode nem mentalizar, “Faz esse esforço! Você consegue! Logo depois tem uma descidinha…”, porque senão é frustração na certa. Já chegando em Friburgo você pega um bom pedaço de descida, mas se você for insegurx como eu e tiver medo da bicicleta passar de 35km/h não dá nem pra aproveitar as descidas muito grandes. Resumo do que foi subir até Friburgo: “empurração” de bicicleta. Fica a dica: pra serras como essa é bom uns treinos antes. Na cidade tivemos o merecido descanso em um albergue. Como não conseguimos contato com a pessoa que encontraríamos em Trajano e que seria uma possível carona para a volta, resolvemos voltar no dia seguinte. E como me assustava a ideia de descer a serra com a bike, compramos passagem até Manilha. Outra dica: não pedalem a Manilha-Magé em pleno verão, às 15h. Nenhuma sombra. Muito calor subindo do asfalto.
Segue abaixo os links da pesquisa que fizemos para esse pedal:
http://www.pedal.com.br/forum/subindo-a-serra-de-friburgo-rj_topic50707.html
http://bicicloturista.blogspot.com.br/2013/11/niteroi-x-nova-friburgo-de-road-na.html
https://m.youtube.com/watch?v=
http://www.youtube.com/watch?v=oB0h61-EKy8

Contemplação

Contemplação

Carangueijo na serra

Carangueijo na serra

Almoço: sem o álcool para a espiriteira, Marcus mostrou suas habilidades

Almoço: sem o álcool para a espiriteira, Marcus mostrou suas habilidades

Empurrar foi a nossa sina

Empurrar foi a nossa sina

Última parada: visual bonito pra compensar

Última parada: visual bonito pra compensar

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Chegando em Friburgo

 

 

 

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Voltando de Aldeia Velha

Ficamos 3 dias em Aldeia Velha, mesmo tendo que pensar/planejar a volta desde o primeiro dia, aproveitamos bastante o lugar. Vejam abaixo um pouco de que teríamos que deixar para trás:

Ducha natural.

Ducha natural.

Manga colhida no pé

Manga colhida no pé

Rio

Rio

Já na ida, com todas as furações de pneu, temíamos um pouco a volta. Havíamos gastado mais dinheiro do que esperávamos, assim voltar gastando o mínimo possível foi (tinha que ser) o objetivo da pedalada da volta. Depois, é claro, do objetivo de garantir que a viagem não tivesse muitos estresses. Acreditem, remendar a câmara de ar muitas vezes seguidas, não é muito legal.

As opções mais viáveis que víamos pela frente eram: 1- Ir até Casemiro de Abreu, tentar comprar câmaras de ar novas e comprar passagens para voltarmos de ônibus (as câmaras de ar seriam necessárias pois mesmo pegando ônibus teríamos que pedalar no mínimo uns 40 km ainda para chegar em casa) ; 2- Ir até Casemiro de Abreu, tentar comprar câmaras de ar novas e voltar o caminho todo pedalando. Não tínhamos noção do valor da passagem de õnibus e resolvemos perguntar para um pessoa que estava no mesmo lugar que a gente. Ela nos informou que a passagem Casemiro-Rio custava uns 30 reais e que em Rio Bonito encontraríamos um ônibus que custava uns 10 reais. Com essa informação surgiu uma outra opção: 3- Pedalar até Rio Bonito e tentar pegar lá o ônibus para o Rio de Janeiro. Chegado o dia de ir embora ainda não sabíamos o que fazer para voltar. Perguntamos à outras pessoas que estavam lá e elas nos disseram que o valor da passagem Casemiro-Rio na verdade era 40 reais e que o ônibus que saía de Rio Bonito não possuía bagageiro (precisaríamos deles para colocar as bicicletas). Depois de muito pensar decidimos encarar o caminho todo indo dormindo pelo caminho quantas vezes fosse necessário e com as coisas para bicicleta que já tínhamos (sem comprar câmaras de ar novas). A ideia era sair de lá de noite e pedalar de madrugada para fugir do sol. Bem perto da hora de saírmos um dos responsáveis pelo lugar disse que considerava o trajeto Rio Bonito-Rio de Janeiro perigoso e propos que saíssemos na parte da manhã bem cedo ou então de lá de madrugada. Paramos para pensar novamente e decidmos sair às 19h, chegar em Rio Bonito por volta de 1h, dormir em frente a UPA 24h de Rio Bonito e pela manhã continuar a pedalada.

Fim de tarde na estrada que liga Aldeia Velha à BR 101.

Fim de tarde na estrada que liga Aldeia Velha à BR 101.

BR 101 de noite.

BR 101 de noite.

O clima de finalzinho de tarde estava muito agradável. E foi com o “calorzinho” do dia indo embora e com o “geladinho” da noite chegando que pedalamos os primeiros oito quilômetros. Chegamos na BR101 e estava começando a escurecer, dois caras em um carro perguntaram para onde estávamos indo e nos desejaram boa sorte. Rapidamente já estava muito escuro e, para quem não teve oportunidade de conhecer, este trecho da BR não tem nenhum tipo de iluminação. Imaginamos que isso deve acontecer por não existir pessoas morando ao longo da estrada (Só houve iluminação de postes quando passamos pela entrada de Silva Jardim; quando passamos pelo pedágio; próximo à postos de gasolina e lanchonetes de beira de estrada). Embora concordemos com a redução de gastos com energia elétrica, pensamos que as estradas poderiam ser iluminadas (com energia solar, por exemplo) por uma questão de segurança. Um caminhão passou pela gente com os faróis apagados e teve uma ponte que só vimos muito em cima, pois não havia sinalização adequada ou ela ficou “escondida” no escuro. Na bicicleta da Cicloninha havia um lanterna de led na frente que ajudava bastante, mas não ajudava o suficiente pois a cestinha “barrava” a luz produzida pela lanterna. Outros itens que foram importantes nesse momento foram os sinalizadores traseiros (além das fitas reflexivas do alforge e dos “olhos de gato”), o da Cicloninha ia no bagageiro e o da Cicloninho no capacete. Constatamos que conseguíamos ser vistos pelos carros quando paramos em um posto para calibrar os pneus. Lá, um caminhoneiro nos abordou e disse que de longe viu uma luzinha piscando e ficou intrigado tentando ver o que era aquilo e que até diminuíra a velocidade. Ele ainda aconselhou que não pedalássemos de madrugada devido às altas velocidades que carros e caminhões alcançam naquele horário. Para o Cicloninho este foi um dos melhores momentos/horarios para pedalar, ja Cicloninha ficou um pouco tensa com medo dos automoveis e de buracos no acostamento, mas ainda assim estava gostando de ter diminuído o tempo de pedalada no sol. Já perto de Rio Bonito, por causa da iluminação inexistente, adivinhem o que aconteceu com o Cicloninho… Pra quem pensou em “furou o pneu”, acertou. Na descida de um viaduto, Cicloninho não viu os sinalizadores de chão (colocados para acordar motoristas que por ventura dormissem ao volante e perdessem a direção). Como estava próximo de Rio Bonito, não nos preocupamos muito e começamos a empurrar as bicicletas. “A UPA fica logo depois desse Viaduto…” Fim do viaduto. Cadê a UPA? Como na ida entramos em Rio Bonito, perdemos um pouco da noção do quanto “economizamos” de BR. Ainda faltavam uns 3km para a UPA.

UPA bonitinha por fora, mas sem papel higiênico, toalhas de papel e sabonete no banheiro

UPA bonitinha por fora, mas sem papel higiênico, toalhas de papel e sabonete no banheiro

Chegando na UPA, eram quase meia noite, viramos algum tipo de atração, nos “instalamos” do lado de fora, mas as pessoas de dentro vinham para nos observar.Para o azar do Cicloninho, que não gosta de ser observado enquanto faz alguma coisa, um funcionário se acomodou em um banco próximo e ficou observando todo o processo de remendo da câmara de ar. Veio até nós uma mulher (esquecemos o nome dela) que estava com seus dois filhos, um deles estava com suspeita de dengue, dizendo que gostava muito de andar de bicicleta e logo estava contando de sua vida. Demos uma receita de bolo de chocolate vegan e ela nos deu conselhos amorosos (XD). Ficamos com vontade de pedir para dormir na casa dela, mas não tivemos coragem de falar.

Parada para almoço e descanso na BR 493

Parada para almoço e descanso na BR 493

Foi um pouco díficil dormir. Primeiro tentamos dormir nos bancos, mas não conseguíamos “achar posição”. Cochilava um pouco. Acordava. Cochilava mais um pouco. Sentava. Tentava dormir sentad@. Deitava novamente. Somente depois de colocarmos o etaflon no chão e deitarmos nele que conseguimos dormir. Vale lembrar que os bancos pareciam ser “anti-mendigos”, com assento inclinado ao invés de reto. Acordamos um pouco depois de 6h, tomamos “café da manhã” (banagoiabadas, “pit stop”, amendoim) e partimos. O dia estava nublado, perfeito para pedalar. Por volta de 08:30h, fizemos uma parada pois o pneu da bicicleta do Cicloninho furou, e tomamos um segundo café da manhã (um copo de leite de soja com amendoim). Quando estávamos na BR 493, trecho Manilha-Magé, o cansaço já batia em Cicloninha, e como o acostamento nessa parte é cheio de buracos, a pedalada ficava mais devagar e pesada. Tínhamos uma dúvida: não sabíamos se íamos para Magé ou se íamos direto para casa. Cicloninha queria tentar ir direto para casa, mas Cicloninho dizia que naquele ritmo iria ser complicado. Depois de uma parada para almoçar com a duração de mais ou menos 1h, resolvemos ir direto para casa. Chegamos em casa entre 16h e 17h.

Foram muito importantes para a realização dessa viagem as dicas do Ernesto, a ajuda de familiares que costuraram uma coisa ali e emprestaram alguma coisa aqui, a “moral” que os caras do Cicle Parque Paulista deram nas nossas bicicletas, além dos fóruns na internet, Pedal e Mochileiros.

Acidente na BR 101. Na volta vimos painel eletrônico indicando 117 acidentes nos nove primeiros dias de 2013.

Acidente na BR 101. Na volta vimos painel eletrônico indicando 117 acidentes nos nove primeiros dias de 2013.

Uma pedalada esperada até Aldeia Velha

Há muito tempo @s Cicloninh@s pensavam em fazer uma viagem de bicicleta junt@s, mas sempre tinha algum problema, muitas vezes possivelmente falta de organização e preguiça, que nos impedia. Nesse final de ano, com o término da graduação da Cicloninha, vimos a oportunidade aparecer novamente, e decidimos não deixar ela passar. Queríamos pedalar, mas não sabíamos para onde, e Aldeia Velha apareceu como ótimo local por vários fatores, entre eles: ser relativamente longe, proporcionando um bom pedal; o Honesto já ter ido duas vezes pra lá de bike e ter relatado uma delas no seu blog; ser um local calmo, tranquilo e longe do “circuitão de férias”; termos achado um local barato e legal para ficar.

O plano era ir daqui de casa a casa do padrinho do Cicloninho, em Magé (aproximadamente uns 30km), para economizar essa uma hora e meia de pedalada, render mais o tempo de pedalando sem sol, coisas assim. Só que no dia em que planejamos sair, estava chovendo muito, fomos então fazendo o “confere” da checklist; comprando as últimas coisas e providenciando os arremates necessários. No dia seguinte o tempo parecia melhor, mas logo começou a chover e o desânimo já começava a bater: “Será que não vamos conseguir fazer essa viagem?” O plano era: “Se não estiver chovendo às 17h, vamos até Magé. Chegamos lá por volta de 19h e dormimos por volta das 21h. Acordamos 2h para sair às 3h. Paramos em Rio Bonito (metade do caminho) às 9h, descansamos, conhecemos a cidade e voltamos a pedalar às 16h para conseguir chegar em Aldeia Velha às 22h.” Primeiro contratempo: estava chovendo às 17h. Pensa. Para. Reflete. Ajeita mais uma coisa. Preguiça. Olha no Climatempo. Uma ideia: “Está com cara que a chuva vai parar. Podemos sair às 19h, para chegar em Magé às 21h, ir dormir e continuar com o plano de viagem.” E nessa de esperar a chuva passar, fomos arrumando as bikes devagar.

O céu estava nublado, carregado de nuvens na hora que saímos em direção à Magé. Logo no primeiro quilômetro, Cicloninho reclamava dos alforges batendo no calcanhar e os meus entraram um pouco na roda. Com uma rápida parada conseguimos resolver estes problemas. A pedalada foi muito tranquila na maior parte do trajeto. Era noite, o ar estava fresco e a noite agradável. Tivemos que parar algumas vezes para colocar a corrente na coroa da minha bicicleta (mais um capítulo da novela do passador dianteiro) e uma ou duas vezes em subidas que, como diria o Cicloninho, a Cicloninha arregou. A parte mais tensa foi pegar um trecho da BR 493 que é escuro e esburacado (na verdade, essa BR tem só um trecho iluminado, em frente ao Corpo de Bombeiros). Pegamos chuva nos últimos 4 ou 5 quilômetros. Chegamos, tomamos banho, comemos nosso miojo e fomos dormir. Mas às 3h da manhã quando o relógio despertou, outro contratempo (na verdade era o mesmo): estava caindo um toró! Decidimos voltar à dormir e ver o que faríamos pela manhã. Às 7h da manhã ainda chovia muito. Lá pelas 9 e pouca a chuva estiou. Pensa. Para. Reflete. “Quer voltar?”. Olha no climatempo. “Vamos?”

Chuva na maior parte do caminho no primeiro dia

Chuva na maior parte do caminho no primeiro dia

Saímos às 10:55. Depois de 5 minutos de pedalada, já chovia bastante, mas continuamos. Ainda no trecho Magé-Manilha, indo em direção à BR 101, o pneu traseiro da Cicloninha furou. Não esperávamos que acontecesse tão rápido, mas pensamos: “Acontece.” Depois, já na BR 101, mais precisamente no Viaduto de Duques, foi a vez do pneu traseiro do Cicloninho furar, ou melhor, rasgar (É impressionante a quantidade de coisas no acostamento prontas para furar os pneus das bicicletas). Aproveitamos para fazer nosso almoço e nisso encontramos um “trecheiro”. Estava vindo de São Paulo, sem freio (o_o), talvez fosse para Macaé. Aproveitamos a parada e torcemos um pouco das roupas encharcadas, fizemos um arroz com lentilha (usando uma espiriteira a álcool) somente com água e sal e ficou, surpreendentemente, gostoso. Cicloninho remendou a camâra de ar e depois seguimos viagem.

Nosso primeiro almoço na estrada: arroz com lentilha

Nosso primeiro almoço na estrada: arroz com lentilha

Pneu rasgado

Pneu rasgado

Em Tanguá, a Cicloninha estava bem cansada e já começávamos a pensar em algum lugar para dormir. Perguntamos em um posto de gasolina quanto faltava para Rio Bonito –  Ao ouvir 12 km trocamos olhares e a Cicloninha disse que dava pra chegar. O pneu traseiro da bicicleta estava um pouco baixo. “Será que furou novamente!?!?” Enchemos o pneu e fomos. Já bem perto da entrada de Rio Bonito o pneu arriou de vez. Solução: empurrar a bicicleta. Passando pela frente da UPA 24h de Rio Bonito, um cara nos abordou super empolgado, falou que também andava de bicicleta, fez algumas perguntas e nos indicou um hotel “baratinho” no centro de Rio Bonito (entre aspas porque não achamos tão barato assim quando chegamos lá). Uma outra opção era tentar ficar em uma igreja católica pois essas igrejas geralmente possuem um quarto e abrigam viajantes. Mas nos indicaram uma igreja que parecia não ser católica e que no momento acontecia alguma atividade. Resumindo: fomos para o hotel. Lá, aproveitamos para lavar umas peças de roupa na pia do banheiro. Estendemos um varal improvisado atravessando o quarto para que as roupas pudessem secar. A diária valia atá às 12h do dia seguinte, assim o plano era simples: Desceríamos para o café da manhã às 8h, por volta de 11h desceríamos novamente para começar arrumar as bicicletas e conseguir sair 12h. Mas quando fomos colocar a roda da bicicleta da Cicloninha no lugar (havíamos levado a roda para o quarto para fazer o remendo lá) vimos que o pneu da bicicleta do Cicloninho muito rasgado, não dava pra seguir daquele jeito. Mudança de planos: sair para procurar uma loja de bicicletas para comprar um pneu novo (“Será que vai ter pneu para speed?”) e câmaras de ar extras para as duas bicicletas. Cicloninho foi nessa missão e a Cicloninha ficou no hotel adiantando as coisas, e quando ela vai colocar os alforges na sua bicicleta se depara com mais uma surpresa desagradável, o pneu dianteiro estava bem vazio. Por via das dúvidas ela retirou a fita anti-furo caseira que havia feito, pois desconfiávamos que ela pudesse estar causando furos; o Cicloninho acha que foi uma coisa específica na feitura da fita que ocasionou isso, pois ele tem uma fita antifuro caseira em um bike, com um pneu carequinha, e não dá problemas.

Açaí em Rio Bonito

Açaí em Rio Bonito

Tudo resolvido. Fomos procurar alguma coisa para comer. Tomamos um açaí de 500 ml cada um, com muito amendoim e rosquinhas para acompanhar. Estávamos  apreensivos com a possibilidade de mais furações de pneu mas seguimos em direção à Aldeia Velha. Iríamos voltar para BR 101 por onde havíamos entrado em Rio Bonito, mas por indicação da moça do Açaí fomos em outra direção, na qual pegaríamos a BR 101 bem mais na frente. Teria sido uma boa opção, se esse caminho não fosse 90% feito de paralelepípedo; mas, ao menos, passamos da entrada da Via Lagos. Esse trecho da BR era muito mais tranquilo e bonito do que o que já havíamos percorrido – pouco volume de carrros, algumas cadeias de morros. Como problema pouco é bobagem, logo nos primeiros KM nessa volta à BR, o Cicloninho percebeu que o pneu novo estava com uma deformação, causando um “ovo” inconveniente no pneu, mas preferiu continuar assim do que voltar em Rio Bonito para tentar trocar o pneu, em um sábado onde as coisas já poderiam ter fechado. Depois de pouco mais de 2h pedalando, fizemos uma parada. Como estava muito quente, não tínhamos vontade de comer comida/fazer o almoço. Procuramos, mas como era de se esperar de uma lanchonete chamada “Queijão”, não encontramos algo vegan e/ou barato. Uma coisa que comprovamos nessa viagem foi que bicicletas atraem pessoas legais. Nessa parada nossas bicicletas nos permitiram conhecer o Eduardo e a Patrícia de Rio das Ostras, que andam de bike também e pilham em cicloturismo, estavam inclusive indo trabalhar na Copa América (que nós não fazemos idéia do que seja  XD) – dêem uma conferida no blog deles. Foi bom conversar com eles!

Eduardo: cicloturista de Rio das Ostras

Eduardo: cicloturista de Rio das Ostras

Apropriação de um coco.

Apropriação de um coco.

Umas pedaladas depois notamos que o pneu da bicicleta do Cicloninho estava meio vazio, e além disso, algum tempo depois a roda começou a bambear. “Era só o que faltava… o eixo quebrar.” Para. Tira alforge. Pensa. Mexe. Se apropria de um coco da fazenda que paramos em frente. Coloca alforge. Volta a pedalar. Mais a roda continuou bamba. Ainda faltavam uns 10 km mais ou menos até o quilômero 215 da BR 101, ponto onde fica a entrada para Aldeia velha. Depois de lá ainda seriam mais 8 km de estrada de chão até Aldeia Velha. Cicloninho estava MUITO irritado. Queria que a Cicloninha fosse na frente e ele “se virava”, mas ela não queria ir na frente. Tentou pedalar mais um pouco. “É, realmente não dá.” Tentou encher o pneu pra ver se dava pra pedalar mais e eis que… Cicloninho percebe que havia esquecido de apertar o pino da válvula (presta) da câmara de ar e por isso ela estava esvaziando, e, consequentemente, como era um pneu 700X20 vazio, dava essa impressão de eixo quebrado – pedalar com peças que você não está acostumad@ cria essas dificuldades. Problema resolvido: Só felicidade! Ainda estava claro quando chegamos na entrada para Aldeia velha, foi escurecendo no caminho. Quando chegamos no centro da cidade, fomos perguntar onde ficava a Fazenda Bom Retiro para umas pessoas que estavam na frente de um bar. Uma delas perguntou espantada: “Vocês vieram de bicicleta lá da entrada?” E eis que aumentamos seu espanto quando respondemos: “Estamos vindo de Caxias, no Rio de Janeiro.” Depois de mais ou menos um quilômetro chegamos na Reserva Bom Retiro.

Entrada de Aldeia Velha

Entrada de Aldeia Velha

Estamos preparando o relato da nossa estadia e da nossa volta. É que a viagem trouxe muitas ideias e empolgações, então estamos tendo que dividir nosso tempo com construções de forno solar, visitas a amigos etc.

– Cicloninh@s

O que levar em uma viagem de bicicleta

Segunda viagem de bike do Cicloninho e primeira viagem minha de bike, conversamos e decidimos levar os seguintes itens:

Barraca
– Isolante Térmico
     – 2mX1,20m de Etaflon de 2mm aluminizado
     – 2mX1,20m de Etaflon de 8mm
Manutenção das bicicletas
     – Câmaras de Ar
     – Estojo de ferramentas
          – Chaves de boca
          – Chaves Allen
          – Espátulas para retirar pneu
          – Adaptador de válvula
          – Bomba
          – Cabos de freio
          – Cabos de marcha
          – Esponja
          – Saca Corrente
          – Sapatas de freio
          – Canivete com chaves e alicate
          – Kit de Remendo
Higiene
     – Sabonete de coco
     – Escovas e pasta de dente
     – Hidratante
     – Desodorante
     – Shampoo e Condicionador
     – Repelente
     – Talco
     – Protetor Solar
     – Vaselina Líquida
Remédios e Primeiros Socorros
     – Pacote de gaze esterilizada
     – Antisséptico
     – Atadura elástica
     – Atadura normal
     – Paracetamol
     – Dipirona
Gambiarra
     – Coisas de costura
     – Braçadeiras
     – Ganchos
     – Barbante
     – Tesoura
     – Câmara de ar aberta
     – Durex ou outra fita
     – Caneta marca CD
Pessoais
     – Cartucheira
     – Caderno com caneta
     – Câmera com carregador
     – Canivete Suíço
     – Bússola
     – Lanterna recarregável com rádio
     – Faca
     – Celular com carregador
     – Óculos escuros
     – Roupas Cicloninho
          – Toalha de banho
          – Bermuda de ciclista
          – 2+1 bermuda de tecido que seque rápido
          – 2+1 camisas sem manga, preferencialmente brancas
          – 2+1 cuecas
          – 1+1 pares de meia
          – Joelheira elástica
     – Roupas Cicloninha
          – Dois shorts de tecido que seque rápido
          – Vestido leve e fácil de lavar
          – Toalhinha
          – 1+1 pares de meia
          – Caderno com caneta
          – Celular com carregador
          – Top
          – Blusa leve branca
          – Toalha de banho
          – Bermuda de ciclista
          – 2 blusas leves
          – Óculos escuros
          – Calcinha e biquinis
Comida
     – Bananada
     – Biscoito salgado (Pit Stop)
     – Mingau semi-pronto
     – Açucar e sal
     – 500g de Lentilha
     – 4 pacotes de Miojo
     – 1kg de arroz
     – Leite de soja em pó
     – Colher de pau
     – Talheres
     – Fósforo e isqueiro
     – Espiriteira a álcool
     – Panela tipo caçarola