Uma pedalada até Trajano de Morais (que foi só até Friburgo :P)

Estava tudo planejadinho: primeira parada em Magé, de lá até Cachoeiras de Macacu, depois até Friburgo, para depois seguir direto até Trajano, ou, dependendo das condições e do nosso fôlego fazendo uma parada antes em Bom Jardim. A serra de Friburgo me preocupava, (inocentemente) me preocupava mais com o acostamento e com penhascos do que com a subida em si. O fluxo de carros era muito baixo (pelo menos no dia 26 de dezembro de 2014) e a falta de acostamento em parte dela nem fazia tanta diferença, além de não ter nenhum trecho “beiradinha de penhasco”, mal sabia eu que o grande problema iria ser a subida mesmo, o esforço. Mas voltemos por enquanto ao início da viagem. Pedalamos 30km em torno de 2h, algo entre 17h e 19h da noite do dia 24.

Buraqueira 493

Buraqueira 493

Foi um pedaço bem tranquilo, a maior parte dele é feito na 116 (Rio-Teresópolis), que é uma rodovia que além de ter um acostamento generoso, o asfalto é ótimo. O problema é o trecho da 493 (Magé-Manilha) que temos que pegar até chegar no centro de Magé, como já falado em outras postagens, é um trecho muito ruim, acostamento esburacado e/ou com muita areia. Em alguns trechos não tem como fugir, tem que pedalar na pista. Eu particularmente me sinto bem desconfortável pela quantidade de caminhões que transitam na via. Alguns respeitam o 1,5m de distância, mas nem todos. No outro dia, foi só felicidade.

RJ 122 :)

RJ 122 🙂

Seguimos por dentro de Magé mesmo, passando por Parada Modelo até chegar na RJ-122. Trajeto tranquilo, pouquíssimos carros, bastante sombra. Tirando a quantidade imensa de haras que existe nessa região, a paisagem é bem agradável. Vários ciclistas no caminho. Lá pelas tantas nos deparamos com um lagarto de mais ou menos um metro atravessando a rodovia meio assustado quando viu a gente. Chegamos, meio incrédulos com ter sido tudo de boa, antes de meio dia em Cachoeiras de Macacu. O único ruim foi que como chegamos bem antes do esperado foi meio entediante ficar o dia todo em pleno Natal (onde nada abre) em um lugar que não conhecíamos e nem dava para “desbravar” a cidade porque queríamos nos poupar para a serra no dia seguinte. E no dia seguinte… Normalmente toda subida é compensada por uma descida depois, mas em serra isso nao acontece nunca. Você não pode nem mentalizar, “Faz esse esforço! Você consegue! Logo depois tem uma descidinha…”, porque senão é frustração na certa. Já chegando em Friburgo você pega um bom pedaço de descida, mas se você for insegurx como eu e tiver medo da bicicleta passar de 35km/h não dá nem pra aproveitar as descidas muito grandes. Resumo do que foi subir até Friburgo: “empurração” de bicicleta. Fica a dica: pra serras como essa é bom uns treinos antes. Na cidade tivemos o merecido descanso em um albergue. Como não conseguimos contato com a pessoa que encontraríamos em Trajano e que seria uma possível carona para a volta, resolvemos voltar no dia seguinte. E como me assustava a ideia de descer a serra com a bike, compramos passagem até Manilha. Outra dica: não pedalem a Manilha-Magé em pleno verão, às 15h. Nenhuma sombra. Muito calor subindo do asfalto.
Segue abaixo os links da pesquisa que fizemos para esse pedal:
http://www.pedal.com.br/forum/subindo-a-serra-de-friburgo-rj_topic50707.html
http://bicicloturista.blogspot.com.br/2013/11/niteroi-x-nova-friburgo-de-road-na.html
https://m.youtube.com/watch?v=
http://www.youtube.com/watch?v=oB0h61-EKy8

Contemplação

Contemplação

Carangueijo na serra

Carangueijo na serra

Almoço: sem o álcool para a espiriteira, Marcus mostrou suas habilidades

Almoço: sem o álcool para a espiriteira, Marcus mostrou suas habilidades

Empurrar foi a nossa sina

Empurrar foi a nossa sina

Última parada: visual bonito pra compensar

Última parada: visual bonito pra compensar

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Chegando em Friburgo

 

 

 

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Bicicletada de fevereiro (22/02/2013)

Estava eu ocupado com a elaboração dos meus planos de aula para a semana seguinte, quando abro meu email do BOL (que não abria ha uns dois dias) e sou recebido com a simpática quantidade de 74 emails não-lidos; ao dar uma olhadela rápida, constatei que a esmagadora maioria era da lista da bicicletada. Minha experiência me diz que quando há essa quantidade de emails, geralmente é por um assunto trivial, onde muitas pessoas respondem com coisas como “ok”, “estarei lá”, “comofaz?” e tentativas de participar de qualquer tópico, mesmo que nunca vá na bicicletada. Meu comportamento costumeiro nessas situações é ler o primeiro email do tópico, se interessar vou lendo o resto, se interessar um pouquinho de nada leio o último também, se não interessar simplesmente apago todos os emails daquele tópico. Só olhando os assutos dos emails me toquei que a bicicletada seria no dia seguinte, o que seria ótimo, pois estou indo de bike para o trabalho e isso facilitaria bastante o ânimo; mas vi algo que me preocupou, pois um tópico noticiava a morte de um ciclista, atropelado em Botafogo. Ao ir lendo os emails soube que se tratava de Fábio Muniz, 44 anos, escalador quatro vezes campeão brasileiro; o mais preocupante, até então, era que a grande mídia já estava divulgando que “a polícia afirmou que o motorista não teve culpa” – várias pessoas questionavam que investigação havia sido feita para chegar a essa conclusão, em tão pouco tempo. Um pouco sobre Fábio pode ser visto aqui.

Diante dessa situação, surgiu uma mobilização para instalar uma Ghost Bike – uma bike toda pintada de branco é colocada próxima ao local onde uma/um ciclista foi atropelad@, como forma de homenagem e memória,algo parecido com as cruzes colocadas em beira de estradas. Amig@s escaladorxs do Fábio se mobilizaram e conseguiram uma bike, pintaram e se prontificaram a instalá-la no local.

Bicicletada saindo da concentração rumo a Botafogo

Saí do trabalho por volta das 18:30, chegando na concentração da bicicleta umas 19-e-alguma-coisa; logo vi o Honesto (fácil, dado o contexto, foi só procurar aonde estavam sendo feitas as faixas e stêncils) e parei pra trocar uma idéia. A bicicletada estava com muito mais pessoas do que o comum, da mesma forma que aconteceu em outra situação onde ciclistas foram atropelad@s – é uma infelicidade enorme que as pessoas só compareçam nessas situações. Mas uma coisa nessa bicicletada foi muito poderosa enquanto exemplo: o consenso, mesmo em grupos grandes, sem líderes e heterogêneo É POSSÍVEL; ali, havia um motivo forte e evidente (na minha opinião de merda) para que o trajeto fosse para Botafogo, mas a estrutura da nossa bicicleta é de decidir o trajeto na hora, com toda e qualquer pessoa tendo direito a voz, mas ninguém apareceu com outra proposta, bastou um objetivo comum e conseguimos unir uma boa quantidade de pessoas (50? 70? 100?!) em um mesmo propósito, sem necessidade de líderes, votações, maiorias ou patrões – essa, alcatéia de reaças, vocês vão ter que engolir.

O caminho se deu sem grandes complicações até o local aproximado do atropelamento, em frente à Casa&Vídeo da praia de Botafogo. Enquanto o pessoal trocava da direita para a esquerda da pista, pois iríamos prender a Ghost Bike no canteiro central, fizemos uma pequena rolha (quando algumas pessoas param as bikes de forma a impedir o trânsito e garantir a segurança da bicicletada), travando as duas faixas da esquerda. Quando achei que estava tudo de boa ouço uma discussão, e vejo que tem um motoqueiro discutindo com o Jayme (“discussão” e “Jayme” cada vez mais me parecem sinônimos – e isso é ótimo), então volto já ligando a câmera, e nisso um motoboy do Bob’s, que já estava na frente da rolha, volta para dar o seu depoimento sobre o atropelamento, alegando tê-lo visto. O vídeo pode ser visto aqui. Enquanto @s amig@s escaladorxs do Fábio se organizavam para colocar a Ghost Bike no alto de um poste, uma galera fez uma rolha travando as duas faixas da esquerda, pois a quantidade de ciclistas era grande e queríamos garantir a segurança. Depois de um tempo dois policiais militares começaram a passar por perto da galera da rolha, estávamos com umas bikes viradas e segurando faixas; como “cicloninho escaldado tem medo de puliça”, peguei a câmera e tentei filmar o nome dos policiais, sem muito sucesso – mas eles também nem falaram nada conosco. Algum tempo depois que um policial veio mais agressivo “pedindo” para ocuparmos apenas uma faixa, e tivemos que ceder à gentileza do rapaz. Depois da Ghost Bike fixada no alto do poste (como comentei com o Honesto, se não houvesse ninguém do rolê escalada entre nós, mal conseguiríamos prender a ghost bike acima da cabeça) sob muitos aplausos, começei a ouvir um tumulto perto do poste e fui ver o que era. Havia uma viatura da polícia militar estacionada, dois policiais, um deles com uma prancheta, e a galera gritando “Eu também quero assinar!”, “Ou assina todo mundo ou não assina ninguém”, e logo entendi que os policiais estavam querendo anotar nome e número de documentos de alguém, prática padrão quando há esse tipo de manifestação e abordagem. Achei muito foda a atuação da galera, colocando em prática o princípio da horizontalidade que baliza a bicicletada – tod@s concordavam com o evento e com o que estava acontecendo, não existiam líderes, logo não fazia sentido somente uma pessoa fornecer seus dados. Mas, infelizmente, a cultura da representatividade ainda nos permeia de forma grudenda e subreptícia, e uma pessoa, com a melhor das boas intenções sem sombra de dúvidas, foi contra o coro da galera e forneceu seus dados para o policial; achei isso ainda mais problemático pois a polícia, até onde sei, não havia detido ou ameaçado prender ninguém, apenas disse “só saio daqui com os dados de alguém”, como uma criança birrenta – por mim, a gente seguia a bicicletada e deixava ele lá, esperando alguém fornecer os dados até hoje.

Depois disso, a bicicletada seguiria até a 10ª DP (Botafogo) tentar dialogar com a Delegada titular para saber a quantas andava o processo, a investigação e essas coisas. Mas, ao atravessar a pista, para seguir pela direita até a delegacia, um motorista avançou o carro contra as pessoas que faziam a rolha, atropelando e machucando um rapaz; isso foi suficiente para elevar os ânimos, principalmente de um rapaz que já estava exaltado desde a concentração, se dizia amigo do Fábio e estava o tempo todo gritando contra os carrose e jogando coisas na rua para impedir o trânsito – cada pessoa lida com suas dores de alguma forma, não foi um amigo meu que morreu então não me sinto muito apto a julgar a pessoa. Como eu ainda estava chegando, demorei pegando minha bike que ficou virada fazendo a rolha lá atrás, quando cheguei só vi algumas pessoas golpeando o capô do carro e a lateral do carro (algumas com as mãos, outras com as bikes), e muitas outras tentando evitar a confusão – de quem eu sei nomear, vi o Naldinho (cuja tranquilidade foi essencial nesse momento) e o Jayme. O resultado foi que o psicopata armado ficou com o carro amassado, os policiais que ainda estavam por ali vieram interceder, houve algum diálogo mas as pessoas preferiram seguir com a bicicletada; minha pulga atrás da orelha com a polícia me fez ficar no local para ver como seria a ação deles, e me surpreenderam positivamente pelo modo como agiram (com as expectativas baixas em relação à polícia, claro, isso não quer dizer muita coisa, mas ao menos recorreram primeiramente ao diálogo e não ao spray de pimenta, empurrões e cacetetes, como minha memória não se cansa de me lembrar), responderam minhas dúvidas sobre como o rapaz atropelado deveria proceder e aparentemente fizeram o que deveria ser legalmente feito em relação ao assassinorista. Dali, segui com mais duas ou três pessoas que ficaram para a delegacia.

Quando cheguei, a coisa já tinha “se consolidado”, pois a delegada não estava e só ela poderia disponibilizar informações sobre as questões relativas ao atropelamento. De lá, uma galera seguiu para a praia do Leme, para o aniversário de um ciclista, e nesse trajeto pude trocar uma idéia interessantíssima com a Bibi sobre bicicletas, principalmente sobre fixas – o resultado dessa conversa, somada a muitas outras coisas, vocês devem ver logo logo aqui pelo blog.

Acredito que é isso, ao menos da minha memória e do meu ponto de vista. Que parem os atropelamentos e que venham as próximas bicicletadas, cada vez mais combativas e recheadas de pessoinhas “sinistras e interessantes” (entendedorxs entenderão).

=D

Voltando de Aldeia Velha

Ficamos 3 dias em Aldeia Velha, mesmo tendo que pensar/planejar a volta desde o primeiro dia, aproveitamos bastante o lugar. Vejam abaixo um pouco de que teríamos que deixar para trás:

Ducha natural.

Ducha natural.

Manga colhida no pé

Manga colhida no pé

Rio

Rio

Já na ida, com todas as furações de pneu, temíamos um pouco a volta. Havíamos gastado mais dinheiro do que esperávamos, assim voltar gastando o mínimo possível foi (tinha que ser) o objetivo da pedalada da volta. Depois, é claro, do objetivo de garantir que a viagem não tivesse muitos estresses. Acreditem, remendar a câmara de ar muitas vezes seguidas, não é muito legal.

As opções mais viáveis que víamos pela frente eram: 1- Ir até Casemiro de Abreu, tentar comprar câmaras de ar novas e comprar passagens para voltarmos de ônibus (as câmaras de ar seriam necessárias pois mesmo pegando ônibus teríamos que pedalar no mínimo uns 40 km ainda para chegar em casa) ; 2- Ir até Casemiro de Abreu, tentar comprar câmaras de ar novas e voltar o caminho todo pedalando. Não tínhamos noção do valor da passagem de õnibus e resolvemos perguntar para um pessoa que estava no mesmo lugar que a gente. Ela nos informou que a passagem Casemiro-Rio custava uns 30 reais e que em Rio Bonito encontraríamos um ônibus que custava uns 10 reais. Com essa informação surgiu uma outra opção: 3- Pedalar até Rio Bonito e tentar pegar lá o ônibus para o Rio de Janeiro. Chegado o dia de ir embora ainda não sabíamos o que fazer para voltar. Perguntamos à outras pessoas que estavam lá e elas nos disseram que o valor da passagem Casemiro-Rio na verdade era 40 reais e que o ônibus que saía de Rio Bonito não possuía bagageiro (precisaríamos deles para colocar as bicicletas). Depois de muito pensar decidimos encarar o caminho todo indo dormindo pelo caminho quantas vezes fosse necessário e com as coisas para bicicleta que já tínhamos (sem comprar câmaras de ar novas). A ideia era sair de lá de noite e pedalar de madrugada para fugir do sol. Bem perto da hora de saírmos um dos responsáveis pelo lugar disse que considerava o trajeto Rio Bonito-Rio de Janeiro perigoso e propos que saíssemos na parte da manhã bem cedo ou então de lá de madrugada. Paramos para pensar novamente e decidmos sair às 19h, chegar em Rio Bonito por volta de 1h, dormir em frente a UPA 24h de Rio Bonito e pela manhã continuar a pedalada.

Fim de tarde na estrada que liga Aldeia Velha à BR 101.

Fim de tarde na estrada que liga Aldeia Velha à BR 101.

BR 101 de noite.

BR 101 de noite.

O clima de finalzinho de tarde estava muito agradável. E foi com o “calorzinho” do dia indo embora e com o “geladinho” da noite chegando que pedalamos os primeiros oito quilômetros. Chegamos na BR101 e estava começando a escurecer, dois caras em um carro perguntaram para onde estávamos indo e nos desejaram boa sorte. Rapidamente já estava muito escuro e, para quem não teve oportunidade de conhecer, este trecho da BR não tem nenhum tipo de iluminação. Imaginamos que isso deve acontecer por não existir pessoas morando ao longo da estrada (Só houve iluminação de postes quando passamos pela entrada de Silva Jardim; quando passamos pelo pedágio; próximo à postos de gasolina e lanchonetes de beira de estrada). Embora concordemos com a redução de gastos com energia elétrica, pensamos que as estradas poderiam ser iluminadas (com energia solar, por exemplo) por uma questão de segurança. Um caminhão passou pela gente com os faróis apagados e teve uma ponte que só vimos muito em cima, pois não havia sinalização adequada ou ela ficou “escondida” no escuro. Na bicicleta da Cicloninha havia um lanterna de led na frente que ajudava bastante, mas não ajudava o suficiente pois a cestinha “barrava” a luz produzida pela lanterna. Outros itens que foram importantes nesse momento foram os sinalizadores traseiros (além das fitas reflexivas do alforge e dos “olhos de gato”), o da Cicloninha ia no bagageiro e o da Cicloninho no capacete. Constatamos que conseguíamos ser vistos pelos carros quando paramos em um posto para calibrar os pneus. Lá, um caminhoneiro nos abordou e disse que de longe viu uma luzinha piscando e ficou intrigado tentando ver o que era aquilo e que até diminuíra a velocidade. Ele ainda aconselhou que não pedalássemos de madrugada devido às altas velocidades que carros e caminhões alcançam naquele horário. Para o Cicloninho este foi um dos melhores momentos/horarios para pedalar, ja Cicloninha ficou um pouco tensa com medo dos automoveis e de buracos no acostamento, mas ainda assim estava gostando de ter diminuído o tempo de pedalada no sol. Já perto de Rio Bonito, por causa da iluminação inexistente, adivinhem o que aconteceu com o Cicloninho… Pra quem pensou em “furou o pneu”, acertou. Na descida de um viaduto, Cicloninho não viu os sinalizadores de chão (colocados para acordar motoristas que por ventura dormissem ao volante e perdessem a direção). Como estava próximo de Rio Bonito, não nos preocupamos muito e começamos a empurrar as bicicletas. “A UPA fica logo depois desse Viaduto…” Fim do viaduto. Cadê a UPA? Como na ida entramos em Rio Bonito, perdemos um pouco da noção do quanto “economizamos” de BR. Ainda faltavam uns 3km para a UPA.

UPA bonitinha por fora, mas sem papel higiênico, toalhas de papel e sabonete no banheiro

UPA bonitinha por fora, mas sem papel higiênico, toalhas de papel e sabonete no banheiro

Chegando na UPA, eram quase meia noite, viramos algum tipo de atração, nos “instalamos” do lado de fora, mas as pessoas de dentro vinham para nos observar.Para o azar do Cicloninho, que não gosta de ser observado enquanto faz alguma coisa, um funcionário se acomodou em um banco próximo e ficou observando todo o processo de remendo da câmara de ar. Veio até nós uma mulher (esquecemos o nome dela) que estava com seus dois filhos, um deles estava com suspeita de dengue, dizendo que gostava muito de andar de bicicleta e logo estava contando de sua vida. Demos uma receita de bolo de chocolate vegan e ela nos deu conselhos amorosos (XD). Ficamos com vontade de pedir para dormir na casa dela, mas não tivemos coragem de falar.

Parada para almoço e descanso na BR 493

Parada para almoço e descanso na BR 493

Foi um pouco díficil dormir. Primeiro tentamos dormir nos bancos, mas não conseguíamos “achar posição”. Cochilava um pouco. Acordava. Cochilava mais um pouco. Sentava. Tentava dormir sentad@. Deitava novamente. Somente depois de colocarmos o etaflon no chão e deitarmos nele que conseguimos dormir. Vale lembrar que os bancos pareciam ser “anti-mendigos”, com assento inclinado ao invés de reto. Acordamos um pouco depois de 6h, tomamos “café da manhã” (banagoiabadas, “pit stop”, amendoim) e partimos. O dia estava nublado, perfeito para pedalar. Por volta de 08:30h, fizemos uma parada pois o pneu da bicicleta do Cicloninho furou, e tomamos um segundo café da manhã (um copo de leite de soja com amendoim). Quando estávamos na BR 493, trecho Manilha-Magé, o cansaço já batia em Cicloninha, e como o acostamento nessa parte é cheio de buracos, a pedalada ficava mais devagar e pesada. Tínhamos uma dúvida: não sabíamos se íamos para Magé ou se íamos direto para casa. Cicloninha queria tentar ir direto para casa, mas Cicloninho dizia que naquele ritmo iria ser complicado. Depois de uma parada para almoçar com a duração de mais ou menos 1h, resolvemos ir direto para casa. Chegamos em casa entre 16h e 17h.

Foram muito importantes para a realização dessa viagem as dicas do Ernesto, a ajuda de familiares que costuraram uma coisa ali e emprestaram alguma coisa aqui, a “moral” que os caras do Cicle Parque Paulista deram nas nossas bicicletas, além dos fóruns na internet, Pedal e Mochileiros.

Acidente na BR 101. Na volta vimos painel eletrônico indicando 117 acidentes nos nove primeiros dias de 2013.

Acidente na BR 101. Na volta vimos painel eletrônico indicando 117 acidentes nos nove primeiros dias de 2013.

A primeira Bicicletada carioca de 2013

Ontem, sexta-feira dia 25-01-2013, vi pelos emails da lista da Bicicletada que aquela era a última sexta-feira do mês, logo teria bicicletada; passar quase a semana toda em casa, entre o computador e a construção de um forno solar foi o principal motivo que me fez querer ir. Comecei a me preparar ainda pela manhã, fazendo as coisas devagar, e assim fui vendo o que precisava; a primeira coisa era comprar um pneu novo, pois o que estava na bicicleta era o que rasgou na viagem, e obviamente precisava ser trocado. Comprei um CST (um chinês-qualquer-coisa) 700×23 por R$32,90 em uma loja aqui perto mesmo, o que acabou com o dinheiro que eu tinha na carteira – na verdade, me deixou com R$2,00. Cheguei em casa e fui trocar o pneu, pensei que talvez fosse melhor colocar o pneu novo na roda traseira, mas o trabalho de tirar os dois pneus me fez optar por trocar só o dianteiro mesmo. Depois fui dar uma olhada nas ferramentas, aproveitei pra dar uma ajustada na altura do selim (que estava levemente alto) e prender melhor a trim-trim no guidão e o pisca no capacete. Tomei um banho, tasquei vaselina entre as pernas (e, dessa vez, pude nitidamente perceber que faz uma considerável diferença), coloquei a roupa, cartucheira com carteira, celular e canivete suíço, prendi a bolsa de ferramentas no bagageiro com um extensor e fui embora – saí de casa exatamente 16:55.

O começo da pedalada foi tranquilo, eu estava empolgado e pedalando bem rápido, o que me faz sentir muito bem. Mas com menos de vinte minutos de pedal a minha condromalácia patelar mostrou que está em mim pra ficar, e meu joelho esquerdo começou a doer h-o-r-r-o-r-e-s – eu não iria conseguir chegar em lugar nenhum com aquela dor miserável, dessa vez veio bem mais rápido e muito mais forte do que da vez indo para Rio das Ostras. Eu já estava determinado a pegar o retorno do Reduc, alguns km à frente, e voltar pra casa, dolorido e frustrado, mas a dor simplesmente começou a desaparecer – aproveitei pra “dar um gás” novamente, o que foi muito bom para o ânimo. A desgraçada do dor voltou, mas aí ela me pegou mais combativo, e eu decidi que iria chegar na bicicleta, dor nenhuma iria me impedir – tinha o detalhe de ter que voltar, mas optei por não pensar nisso, uma coisa de cada vez. A dor foi me acompanhando, intermitentemente, o caminho todo; eu desci a Rio Branco já “mancando” de dor, tava foda, mas eu consegui chegar. Vi uma pessoa lá em frente ao Odeon que muito provavelmente estava lá para a Bicicletada, e fui em sua direção; sim, estava lá para juntar-se à pedalada, e seu nome era Marco (pela forma como ele pronunciou, acredito que essa é a grafia, mas eu bem sei como esse mundo de Marco/Marcos/Marcus é complicado…  XD). Logo depois chegou o Jaime, uma menina que esqueci o nome, um cara numa dobrável, e assim a bicicletada foi enchendo de pessoas e pedais; foi muito PHoDa ver o Honesto chegando de bigode, e melhor ainda ouvir ele dizendo que só mandou o bigode porque não anda de fixa, senão já era demais. Fiquei incomodado de ver a galera bebendo cerveja, algumas pessoas duas, três latinhas; não me parece sensato dizer que pedalar pela Brasil é perigoso e optar por pedalar no Centro sob influência do álcool – deu uma saudadinha da época que podíamos brincar e chamar de xBicicletadax (entendedorxs entenderão). Conforme foi escurecendo as pessoas começaram a se juntar e tentar decidir um trajeto, de uma forma mais-ou-menos coletiva (algumas pessoas centralizaram a discussão, acho que poderia ter sido evitado com um pouco mais de cuidado), e a decisão foi de irmos até o Cais do Porto e depois voltar pela Av. Passos, parando ali em frente ao Odeon novamente.Aí teve um momento que eu desgostei, que foi a galera posando pra foto do Globo, parece que uma repórter que está escrevendo sobre mobilidade urbana acompanhou a bicicletada e tinha a pessoinhas das fotos também; tentei ficar de costas na hora das fotos, mas acho que teve uma que me pegou bem de frente – isso, em si, não é lá grande problema (ou é, não parei pra avaliar melhor ainda), mas tenho críticas à relação da grande mídia com os movimentos sociais. Esse tipo de reportagem, onde a galera é só cenário, ninguém efetivamente entrevistou a bicicletada e tal, acho evidentemente escrota – vou tentar desenvolver isso melhor em outra oportunidade. Eu fui o caminho todo trocando idéia com o Honesto, e foi uma pedalada curta, mas como eu não prestei muita atenção por conta da conversa, não tenho muito a dizer – pra mim, foi extremamente agradável pedalar e conversar com o Honestino, que eu não via há algum tempo. Em algum momento do trajeto as pessoas decidiram ir para a Pedra do Sal, aí mudamos alguma coisa no trajeto, achamos uma faixa compartilhada que liga nada a lugar nenhum (o que não é novidade do Rio), e chegamos; eu achei desagradável, estava um barulho alto e muita gente, coisas que eu velhamente não aprecio. Troquei idéia com algumas pessoas, depois Ana, Honesto e eu partimos pra encontrar uma galera e ir pra casa do Honesto, onde passei a noite rindo, vendo vídeos, discutindo coisas como “estrogonofe é ou não uma vitamina de carne?” e ouvindo pessoas esperarem eu dormir para falarem da minha tatuagem.

A volta foi bem tranquila, fui até a Lapa pedalando com o Honesto, ele tinha que passar em umas lojas de ferramentas pra comprar coisas para repintar pela terceira vez a bike dele, pois a pintura que ele fez não ficou boa, daí ele levou pra um cara “”profissional”” pintar e a tinta saía de passar a unha. O joelho deu uma incomodada logo que saimos da casa do Honesto, mas de resto não deu sinal de que ia implicar não; agora está doendo, estou dando umas mancadinhas pra andar, mas por experiência sei que amanhã vai estar tudo novo.

E aí galera, partiu bonde da baixada pra bicicletada todo mês?

=D

Uma pedalada esperada até Aldeia Velha

Há muito tempo @s Cicloninh@s pensavam em fazer uma viagem de bicicleta junt@s, mas sempre tinha algum problema, muitas vezes possivelmente falta de organização e preguiça, que nos impedia. Nesse final de ano, com o término da graduação da Cicloninha, vimos a oportunidade aparecer novamente, e decidimos não deixar ela passar. Queríamos pedalar, mas não sabíamos para onde, e Aldeia Velha apareceu como ótimo local por vários fatores, entre eles: ser relativamente longe, proporcionando um bom pedal; o Honesto já ter ido duas vezes pra lá de bike e ter relatado uma delas no seu blog; ser um local calmo, tranquilo e longe do “circuitão de férias”; termos achado um local barato e legal para ficar.

O plano era ir daqui de casa a casa do padrinho do Cicloninho, em Magé (aproximadamente uns 30km), para economizar essa uma hora e meia de pedalada, render mais o tempo de pedalando sem sol, coisas assim. Só que no dia em que planejamos sair, estava chovendo muito, fomos então fazendo o “confere” da checklist; comprando as últimas coisas e providenciando os arremates necessários. No dia seguinte o tempo parecia melhor, mas logo começou a chover e o desânimo já começava a bater: “Será que não vamos conseguir fazer essa viagem?” O plano era: “Se não estiver chovendo às 17h, vamos até Magé. Chegamos lá por volta de 19h e dormimos por volta das 21h. Acordamos 2h para sair às 3h. Paramos em Rio Bonito (metade do caminho) às 9h, descansamos, conhecemos a cidade e voltamos a pedalar às 16h para conseguir chegar em Aldeia Velha às 22h.” Primeiro contratempo: estava chovendo às 17h. Pensa. Para. Reflete. Ajeita mais uma coisa. Preguiça. Olha no Climatempo. Uma ideia: “Está com cara que a chuva vai parar. Podemos sair às 19h, para chegar em Magé às 21h, ir dormir e continuar com o plano de viagem.” E nessa de esperar a chuva passar, fomos arrumando as bikes devagar.

O céu estava nublado, carregado de nuvens na hora que saímos em direção à Magé. Logo no primeiro quilômetro, Cicloninho reclamava dos alforges batendo no calcanhar e os meus entraram um pouco na roda. Com uma rápida parada conseguimos resolver estes problemas. A pedalada foi muito tranquila na maior parte do trajeto. Era noite, o ar estava fresco e a noite agradável. Tivemos que parar algumas vezes para colocar a corrente na coroa da minha bicicleta (mais um capítulo da novela do passador dianteiro) e uma ou duas vezes em subidas que, como diria o Cicloninho, a Cicloninha arregou. A parte mais tensa foi pegar um trecho da BR 493 que é escuro e esburacado (na verdade, essa BR tem só um trecho iluminado, em frente ao Corpo de Bombeiros). Pegamos chuva nos últimos 4 ou 5 quilômetros. Chegamos, tomamos banho, comemos nosso miojo e fomos dormir. Mas às 3h da manhã quando o relógio despertou, outro contratempo (na verdade era o mesmo): estava caindo um toró! Decidimos voltar à dormir e ver o que faríamos pela manhã. Às 7h da manhã ainda chovia muito. Lá pelas 9 e pouca a chuva estiou. Pensa. Para. Reflete. “Quer voltar?”. Olha no climatempo. “Vamos?”

Chuva na maior parte do caminho no primeiro dia

Chuva na maior parte do caminho no primeiro dia

Saímos às 10:55. Depois de 5 minutos de pedalada, já chovia bastante, mas continuamos. Ainda no trecho Magé-Manilha, indo em direção à BR 101, o pneu traseiro da Cicloninha furou. Não esperávamos que acontecesse tão rápido, mas pensamos: “Acontece.” Depois, já na BR 101, mais precisamente no Viaduto de Duques, foi a vez do pneu traseiro do Cicloninho furar, ou melhor, rasgar (É impressionante a quantidade de coisas no acostamento prontas para furar os pneus das bicicletas). Aproveitamos para fazer nosso almoço e nisso encontramos um “trecheiro”. Estava vindo de São Paulo, sem freio (o_o), talvez fosse para Macaé. Aproveitamos a parada e torcemos um pouco das roupas encharcadas, fizemos um arroz com lentilha (usando uma espiriteira a álcool) somente com água e sal e ficou, surpreendentemente, gostoso. Cicloninho remendou a camâra de ar e depois seguimos viagem.

Nosso primeiro almoço na estrada: arroz com lentilha

Nosso primeiro almoço na estrada: arroz com lentilha

Pneu rasgado

Pneu rasgado

Em Tanguá, a Cicloninha estava bem cansada e já começávamos a pensar em algum lugar para dormir. Perguntamos em um posto de gasolina quanto faltava para Rio Bonito –  Ao ouvir 12 km trocamos olhares e a Cicloninha disse que dava pra chegar. O pneu traseiro da bicicleta estava um pouco baixo. “Será que furou novamente!?!?” Enchemos o pneu e fomos. Já bem perto da entrada de Rio Bonito o pneu arriou de vez. Solução: empurrar a bicicleta. Passando pela frente da UPA 24h de Rio Bonito, um cara nos abordou super empolgado, falou que também andava de bicicleta, fez algumas perguntas e nos indicou um hotel “baratinho” no centro de Rio Bonito (entre aspas porque não achamos tão barato assim quando chegamos lá). Uma outra opção era tentar ficar em uma igreja católica pois essas igrejas geralmente possuem um quarto e abrigam viajantes. Mas nos indicaram uma igreja que parecia não ser católica e que no momento acontecia alguma atividade. Resumindo: fomos para o hotel. Lá, aproveitamos para lavar umas peças de roupa na pia do banheiro. Estendemos um varal improvisado atravessando o quarto para que as roupas pudessem secar. A diária valia atá às 12h do dia seguinte, assim o plano era simples: Desceríamos para o café da manhã às 8h, por volta de 11h desceríamos novamente para começar arrumar as bicicletas e conseguir sair 12h. Mas quando fomos colocar a roda da bicicleta da Cicloninha no lugar (havíamos levado a roda para o quarto para fazer o remendo lá) vimos que o pneu da bicicleta do Cicloninho muito rasgado, não dava pra seguir daquele jeito. Mudança de planos: sair para procurar uma loja de bicicletas para comprar um pneu novo (“Será que vai ter pneu para speed?”) e câmaras de ar extras para as duas bicicletas. Cicloninho foi nessa missão e a Cicloninha ficou no hotel adiantando as coisas, e quando ela vai colocar os alforges na sua bicicleta se depara com mais uma surpresa desagradável, o pneu dianteiro estava bem vazio. Por via das dúvidas ela retirou a fita anti-furo caseira que havia feito, pois desconfiávamos que ela pudesse estar causando furos; o Cicloninho acha que foi uma coisa específica na feitura da fita que ocasionou isso, pois ele tem uma fita antifuro caseira em um bike, com um pneu carequinha, e não dá problemas.

Açaí em Rio Bonito

Açaí em Rio Bonito

Tudo resolvido. Fomos procurar alguma coisa para comer. Tomamos um açaí de 500 ml cada um, com muito amendoim e rosquinhas para acompanhar. Estávamos  apreensivos com a possibilidade de mais furações de pneu mas seguimos em direção à Aldeia Velha. Iríamos voltar para BR 101 por onde havíamos entrado em Rio Bonito, mas por indicação da moça do Açaí fomos em outra direção, na qual pegaríamos a BR 101 bem mais na frente. Teria sido uma boa opção, se esse caminho não fosse 90% feito de paralelepípedo; mas, ao menos, passamos da entrada da Via Lagos. Esse trecho da BR era muito mais tranquilo e bonito do que o que já havíamos percorrido – pouco volume de carrros, algumas cadeias de morros. Como problema pouco é bobagem, logo nos primeiros KM nessa volta à BR, o Cicloninho percebeu que o pneu novo estava com uma deformação, causando um “ovo” inconveniente no pneu, mas preferiu continuar assim do que voltar em Rio Bonito para tentar trocar o pneu, em um sábado onde as coisas já poderiam ter fechado. Depois de pouco mais de 2h pedalando, fizemos uma parada. Como estava muito quente, não tínhamos vontade de comer comida/fazer o almoço. Procuramos, mas como era de se esperar de uma lanchonete chamada “Queijão”, não encontramos algo vegan e/ou barato. Uma coisa que comprovamos nessa viagem foi que bicicletas atraem pessoas legais. Nessa parada nossas bicicletas nos permitiram conhecer o Eduardo e a Patrícia de Rio das Ostras, que andam de bike também e pilham em cicloturismo, estavam inclusive indo trabalhar na Copa América (que nós não fazemos idéia do que seja  XD) – dêem uma conferida no blog deles. Foi bom conversar com eles!

Eduardo: cicloturista de Rio das Ostras

Eduardo: cicloturista de Rio das Ostras

Apropriação de um coco.

Apropriação de um coco.

Umas pedaladas depois notamos que o pneu da bicicleta do Cicloninho estava meio vazio, e além disso, algum tempo depois a roda começou a bambear. “Era só o que faltava… o eixo quebrar.” Para. Tira alforge. Pensa. Mexe. Se apropria de um coco da fazenda que paramos em frente. Coloca alforge. Volta a pedalar. Mais a roda continuou bamba. Ainda faltavam uns 10 km mais ou menos até o quilômero 215 da BR 101, ponto onde fica a entrada para Aldeia velha. Depois de lá ainda seriam mais 8 km de estrada de chão até Aldeia Velha. Cicloninho estava MUITO irritado. Queria que a Cicloninha fosse na frente e ele “se virava”, mas ela não queria ir na frente. Tentou pedalar mais um pouco. “É, realmente não dá.” Tentou encher o pneu pra ver se dava pra pedalar mais e eis que… Cicloninho percebe que havia esquecido de apertar o pino da válvula (presta) da câmara de ar e por isso ela estava esvaziando, e, consequentemente, como era um pneu 700X20 vazio, dava essa impressão de eixo quebrado – pedalar com peças que você não está acostumad@ cria essas dificuldades. Problema resolvido: Só felicidade! Ainda estava claro quando chegamos na entrada para Aldeia velha, foi escurecendo no caminho. Quando chegamos no centro da cidade, fomos perguntar onde ficava a Fazenda Bom Retiro para umas pessoas que estavam na frente de um bar. Uma delas perguntou espantada: “Vocês vieram de bicicleta lá da entrada?” E eis que aumentamos seu espanto quando respondemos: “Estamos vindo de Caxias, no Rio de Janeiro.” Depois de mais ou menos um quilômetro chegamos na Reserva Bom Retiro.

Entrada de Aldeia Velha

Entrada de Aldeia Velha

Estamos preparando o relato da nossa estadia e da nossa volta. É que a viagem trouxe muitas ideias e empolgações, então estamos tendo que dividir nosso tempo com construções de forno solar, visitas a amigos etc.

– Cicloninh@s