Gambiarras e alternativas: o que funcionou nessa viagem

Como vocês já devem ter percebido no post sobre os alforges e no post sobre o que levar em uma viagem de bicicleta procuramos alternativas mais baratas e tentamos produzir nós mesm@s algumas coisas. Fazemos isso porque, além de não termos muita grana, acreditamos que temos que nos apropriar do processo de feitura das coisas e além disso tentamos transformar esse processo num ciclo. Se você não tem esse hábito, dificilmente conseguirá identificar coisas que podem virar outras coisas ao seu redor. Comece a montar um kit de costura e vá enchendo aos poucos com os botões daquela roupa que já  não serve nem para pano de chão, com o pedaço daquela blusa que rasgou… e você começará a perceber como coisas podem virar outras coisas. As gambiarras e alternativas que usamos na viagem foram:

– Confeccionamos nossos ALFORGES: Os alforges funcionaram super bem. Tivemos alguns probleminhas que foram facilmente resolvidos: 1- Colocamos um saco de lixo grande dentro de cada alforge para evitar que as coisas molhassem quando pegasse chuva. 2- Cicloninha colocou as coisas mais pesadas do alforge para frente, isso fez com que o alforge parasse de entrar na roda. 3- Cicloninho amarrou os alforges com barbante puxando-os para trás, isso impediu que continuassem batendo no pedal. 4- Utilizar velcro para fechar o alforge não foi uma boa alternativa, pois ele soltava. Se não fosse o saco de lixo no alforge da Cicloninha, as coisas iriam ter ficado expostas o tempo todo. O Ernesto dá umas dicas aqui.

Etaflon funcionando como bom isolante térmico quando dormimos em frente da UPA em Rio Bonito (spoiler do relato da volta)

Etaflon funcionando como bom isolante térmico quando dormimos em frente da UPA em Rio Bonito (spoiler do relato da volta)

– Compramos etaflon aluminizado ao invés do ISOLANTE TÉRMICO tradicional: Fazendo uma rápida pesquisa na internet, descobre-se logo que o isolante térmico para colocar no fundo da barraca é essencial. Achamos um pouco caro (acho que gastaríamos uns 60 reais em média) e fomos pesquisar alternativas. Na internet, encontramos algumas dicas e acabamos indo parar em uma dessas lojas de plástico do centro do Rio de Janeiro. Lá fomos vendo e analisando vários materiais. Palmilha, carpete, placa de EVA, peleja, até que a vendedora indicou etaflon, quando vimos o que era identificamos na hora que era a manta de polietileno (aquele material usado pra fazer “macarrão” de piscina), que havia sido indicada por algumas pessoas nas internetz. Compramos 2,00×1,20 de etaflon aluminizado com 2mm de espessura e 2,00X1,20 de etaflon normal com 8mm de espessura. Saiu tudo por menos de 30 reais e funcionou muito bem. Essa manta gera mais volume do que o isolante tradicional, mas é muito leve. Ainda não sabemos o quanto ela dura.

– Fizemos FITAS ANTI-FURO: As fitas anti-furo caseiras são feitas com tiras de garrafa pet e fita adesiva (silver tape). Cicloninho há um tempo atrás havia feito para os pneus da sua speed . Acabou não dando muito certo, mas ele utiliza, sem problemas, essa mesma fita na bicicleta “rabugento” (a bicicleta que tem todas as folgas do mundo e “reclama” muito). Cicloninha resolveu fazer para a viagem. Mas as fitas acabaram se partindo nas emendas, pois na hora de emendar as tiras de garrafa pet, Cicloninha colocou uma de frente para outra e não uma sobre a outra (maneira como Cicloninho fez as suas). Acreditamos que essas fitas que causaram os furos nas câmaras de ar dos dois pneus da Cicloninha.

Situação da fita anti-furo que foi se desfazendo (a qualidade da silver tape pode ter influenciado também)

Situação da fita anti-furo que foi se desfazendo (a qualidade da silver tape pode ter influenciado também)

– Confeccionamos CARTUCHEIRAS: Um cinto de utilidades no maior estilo Bátima, para que fique sempre ao alcance da mão coisas que você deseja ter em fácil acesso. A Cicloninha pegou uma cartucheira emprestada, com dois bolsos, um em cada lateral do corpo; Cicloninho fez uma a partir de uma “cintura” de calça jeans velha, aproveitou um bolso da calça e colocou na cartucheira pra levar a carteira, fez um bolsinho pequeno bem na frente pra levar o canivete suíço (que foi bem útil em vários momentos), um bolso logo ao lado para o celular e um bolso do outro lado para qualquer outra coisa, que acabou servindo para levar bananadas e outras pequenas coisas pelo caminho

Alforge que não fechava e bolsinha de hidratação

Alforge que não fechava e bolsinha de hidratação (acho que dá para ver…)

– Improvisamos uma MOCHILA DE HIDRATAÇÃO: Para auxiliar na dificuldade de Cicloninha em beber água com a bicicleta em movimento, Cicloninho pegou uma garrafa mineral pequena, fez um furo na tampa e colocou um pedaço de garrote (liga, goma… depende do lugar que você mora); e emprestou uma bolsinha também confeccionada por ele para que a garrafinha pudesse ficar ali dentro. A ideia era, depois de pendurada a bolsa no corpo com a garrafinha dentro, passar o garrote po trás do pescoço, prendê-lo em algum lugar do capacete ou roupapara que o garrote chegasse facilmente na boca. Deu (mais ou menos) certo. O gosto de borracha era forte e a Cicloninha sempre esquecia de prender o garrote.

Recentemente recebemos uma crítica por fazermos “gambiarras” em um grupo sobre Viagens de Bicicleta no Facebook:

Comentário sobre este blog e nossa proposta

Comentário sobre este blog e nossa proposta

A pessoa retirou seu comentário, por isso postamos o print da página aqui. Só não temos o segundo comentário que a pessoa fez, no qual diz que a sua crítica foi porque a bicicleta é algo que precisa seguir algumas normas de segurança, como os carros. Talvez a pessoa tenha mudado de ideia e por isso retirou os comentários, vai saber…

O que acham disso? Se vocês já tiveram experiências, boas ou ruins, com gambiarras e alternativas contem pra gente nos comentários!

– Cicloninh@s

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Um comentário em “Gambiarras e alternativas: o que funcionou nessa viagem

  1. No blog http://ultralightcycling.blogspot.com.br/ li a seguinte frase: “o único equipamento que realmente atende as suas necessidades é aquele que voce mesm@ fez, ou ao menos modificou”.

    Claro que se deve ter muito cuidado com a segurança da bike, e gambiarras nos freios ou capacete não são algo que eu recomendaria.

    Mas de resto, as gambiarras são o melhor jeito de entender o funcionamento da sua bicicleta, e do mundo em geral, e assim voce consegue equipos mais adequados pras suas especificidades, economiza dinheiro, recicla e resignifica um monte de coisa, e ainda se diverte muito nesse processo, aprende um monte de coisa!

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